sábado, 10 de novembro de 2007

A receita

A receita

Bem, aqui estamos a poucas linhas do fim da reportagem. Se eu conseguisse arriscar uma só dica que fosse a campeã para a investigação da persona, eu falaria que mudar a freqüência seria a chave para vermos aquilo que, muito provavelmente, está escrito na nossa cara. Em correspondência a isso, mover a câmera da nossa percepção por dentro, por fora, em nós e nos outros. Rever nosso “fundo das emoções”, questionar a beira rasa dos hábitos diários. Anotar gostos, desgostos, afetos, preferências, manias, gírias, cacoetes. Experimentar dizer diferente, falar de outra forma, sentir o que se sente. Aceitar nossas semelhanças, valorizar nossas particularidades. Em suma, ver, de verdade. “Ousar saber quem se é para poder repensar a vida e tornar-se quem se pode ser”, como afirma Gianetti em seu livro citado anteriormente.

Mas eu, definitivamente, abro mão de saber qual seria o caminho das pedras nessa busca tão pessoal. Prefiro que pensemos juntos em um enorme painel. Onde você pudesse colocar todas as fotos que tem de você mesmo (e as que já perdeu ou rasgou ou xingou e jogou fora). Junto a elas, não economize: anexe as imagens de pessoas importantes de sua vida. Isso, deixe o mural completo, sem faltar nada nem ninguém. E faça de conta que ele existe, digamos, em alguma parede da sua casa. Uma que estivesse no seu caminho quando fosse deixar o recinto, ir para a rua e encarar a labuta. Todos os dias você escolheria uma foto. Em um dia, você olharia para a parede de fotos e seria, novamente, uma criança a jogar bola com os moleques da rua. Noutro dia, voltaria a ser parte da turma da faculdade, cantando a pleno pulmão um dos hits daquela época.

E em um belo dia, sem mais nem menos, você seria apenas o ponto zero, o que não está escrito, o que não foi feito nem fotografado ainda. Seria o ator principal da sua próxima imagem, aquela que você construísse, com consciência, para si e para o exame do mundo. Enfim, um dia, seria você o autor da sua própria identidade, da sua própria vida. Dono da sua imagem.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Pense nisto, viver é tão bonito...


O Falo da Fala

Olodum

Composição: Valmir Brito / Alberto Pita / Tania Santana

Eles foram renegados Do berço da pátria mãe Injustamente exilados E nada nos discompõe de ser O tempo passa e vem à tona Precurssores da liberdade Caetano, Gil, Gal e Bethânia Capinam e Tom Jobim Chico Buarque a ser Tropicália...Tropicalismo A.. Pense nisso, a.. viver é tão bonito A praça, o palco, o povo e a sua Expressão de soberania Unindo a força continua A luta pra não se deixar vencer Ostenta o povo a lealdade São cantos de felicidade a mais a ser Tropicália...Tropicalismo A.. Pense nisso, a.. viver é tão bonito Parabólicas pro Gantuá Computadores no Opó Afonjá Tropicalistas poetas de luz Do falo da fala Ao pó que nos reduz Tropicália...Tropicalismo Pense nisso viver é tão bonito.

O que dá sentido a vida...


"Não sei...
se a vida é curta ou longa demais pra nós,
mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que acaricia,
desejo que sacia,
amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não
seja nem curta, nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira,
pura...enquanto durar....“

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Tamo

(tarde feliz, rememorar e renovar)

Composição: Dé/Bebel Gilberto/CazuzaQuando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo
Tanto

E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo, tanto

Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira

Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto

sábado, 3 de novembro de 2007

Pontes Indestrutíveis


Charlie Brown Jr

Composição: Indisponível

Buscando um novo rumo que faça sentido nesse mundo
louco com o coração partido
Tomo cuidado para que os desequilibrados não abalem
minha fé pra eu enfrentar com otimismo essa loucura
Os homens podem falar mais os anjos podem voar
Quem é de verdade sabe quem é de mentira.
Não menospreze o dever que a consciência te impõe não
deixe pra depois valorize a vida

Resgate suas forças e se sinta bem, rompendo a sombra
da própria loucura.
Cuide de quem corre do seu lado e de quem te quer bem
Essa é a coisa mais pura

Fragmentos da realidade estilo mundo cão, tem gente
que desanda por falta de opção.
Toda fé que eu tenho tô ligado que ainda é pouco
Os bandidos de verdade tão em Brasília tudo solto
Eu faço da dificuldade a minha motivação
A volta por cima, vem na continuação.
O que se leva dessa vida é o que se vive o que se faz
Saber muito é muito pouco, "Stay Will" estejam e paz.

O que importa é se sentir bem, o que importa é fazer o
bem
Eu quero ver meu povo todo evoluir também.
O que importa é se sentir bem, o que importa é fazer o
bem
Eu quero ver meu povo todo prosperar também.
O que importa é se sentir bem, o que importa é fazer o
bem
Eu quero ver meu povo todo evoluir também.
O que importa é se sentir bem...

Resgate suas forças e se sinta bem, rompendo a sombra
da própria loucura.
Cuide de quem corre do seu lado e de quem te quer bem
Essa é a coisa mais pura

Difícil é entender e viver no paraíso perdido
Mais não seja mais um iludido
Derrotado e sem juízo Então

Resgate suas forças e se sinta bem, rompendo a sombra
da própria loucura.
Cuide de quem corre do seu lado e de quem te quer bem
Essa é a coisa mais pura

O que importa é se sentir bem, o que importa é fazer o
bem
Eu quero ver meu povo todo evoluir também.
O que importa é se sentir bem, o que importa é fazer o
bem
Eu quero ver meu povo todo prosperar também.
O que importa é se sentir bem, o que importa é fazer o
bem
Eu quero ver meu povo todo evoluir também.
O que importa é se sentir bem...

Viver, viver e ser livre,
Saber dar valor para as coisas mais simples
Só o amor constrói pontes indestrutíveis.
.
.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Dostoiévski


Pouco antes de morrer, Dostoiévski voltou novamente ao homem-idéia pois entendia-o como a encarnação maléfica das pulsões modernas; o ateísmo, o liberalismo, o socialismo e o niilismo, que ameaçavam sua Santa Rússia ortodoxa. Desta vez esse personagem ressurge nos Irmãos Karamazov, de 1879, na figura do filho mais velho de Fiodor Karamazov, Ivan. O pai, o velho Karamazov, um incorrigível libertino, um canalha completo, terminou assassinado por um servo, seu filho bastardo, chamado Smerdiakov, que confessa a Ivan que o que motivou para o crime foi um artigo que soube ter ele escrito no qual defendia a idéia de que "se Deus não existe, tudo é permitido".

Na inexistência de um Criador, de um grande ser moral, o homicida Smerdiakov não se via um degenerado, nem mesmo um abominável parricida, mas sim um daqueles homem-deus aos quais tudo é possível. Aterrorizado pela confissão do seu meio-irmão, atacado por culpas mil, Ivan mergulha numa febre nervosa em que, em meio a uma alucinação, até o demônio dialoga com ele.

O ser ideológico

Dostoiévski foi o primeiro grande nome das letras do século passado a perceber a emergência do moderno homem-idéia, dos seres ideológicos, os quais vivem, matam e morrem em função de uma causa desvinculada de injunções religiosas. Como cristão convicto, chegando por vezes ao fundamentalismo, tentou combatê-los fazendo com que, em seus romances, eles se vissem atacados por terríveis dilacerações depois de terem cometido seus crimes, mostrando-os vítimas de delírios, de convulsões, tendo sua vida transformada num inferno. O jovem Raskolhnikov entrega-se à polícia e, na prisão, dá os primeiros passos para reencontrar-se com o Cristianismo. Nikolai Stavroguin, deixando uma impressionante confissão, suicida-se, enquanto que Ivan Karamazov simplesmente enlouquece, arrasado pelas conseqüências do seu artigo ateu.


...

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

EU (Pato Fu)


Composição: Frank Jorge, Marcelo Birck,
Alexandre Ograndi, Carlo Pianta

Eu...queria tanto encontrar
Uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar
alguma coisa sobre mim

Quando acontece um grande amor
assim como você e eu
o tempo passa por nós dois
não lembro o que aconteceu

Eu...queria tanto encontrar
Uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar
alguma coisa sobre mim

Mas nem por isso vou ficar
a questionar os erros meus
Você precisa procurar
Achar o que você perdeu

Eu...queria tanto encontrar
Uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar
alguma coisa sobre mim